Das fronteiras à segurança do país: a urgência da reforma que tarda
O anúncio do reforço da Polícia de Segurança Pública (PSP) no aeroport maiso de Lisboa com elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) - decidido pelo Governo no rescaldo do caos no controlo de fronteiras - não deve ser interpretado como um sinal de fraqueza da PSP, mas sim como a evidência da dimensão de um problema que se arrasta há demasiado tempo sem respostas eficazes.
É inegável que a PSP tem estado sob pressão no aeroporto, desde que herdou, com a extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) em 2023, competências de controlo de fronteiras, além da sua missão tradicional de polícia urbana e preventiva. A isto somam-se a falta de pessoal e as dificuldades de recrutamento, que afetam ambas as forças de segurança, criando um contexto em que eventuais falhas de gestão interna rapidamente se transformam em focos de crítica pública.
Mas isto não apaga o essencial: os passageiros que enfrentam filas intermináveis no controlo de fronteiras não estão minimamente interessados em saber se é um agente com farda azul ou verde que os atende. Querem apenas que as entradas e saídas no país se façam com segurança e fluidez.
O que verdadeiramente merece crítica é o facto de ter sido precisa uma inspeção da União Europeia para que falhas há muito evidentes fossem........

Toi Staff
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