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O Brilho da realidade: Natalie Portman explica como sobreviver num mundo de ilusões ideológicas

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15.04.2026

O filme Aniquilação (2018), protagonizado por Natalie Portman, é muito mais do que uma incursão pela ficção científica de terror. É, na sua essência, uma representação visual do choque inevitável entre a natureza humana e a realidade nua e crua. Num mundo onde somos constantemente bombardeados por narrativas que tentam distorcer os factos para que estes caibam em moldes ideológicos — seja à esquerda ou à direita — o percurso de Lena (Portman) no centro do "Brilho" (uma entidade extraterrestre que distorce tudo o que toca) oferece uma lição de sobrevivência para o Homem contemporâneo que se recusa a ser apenas mais uma "população implantada" de ideias alheias.

A esquerda moderna vive hoje mergulhada num irrealismo que tenta tratar a sociedade como um laboratório de engenharia social. Existe a perigosa crença de que a realidade pode ser "regulada" em cada detalhe e "planeada" a partir de um centro de poder benevolente, ignorando a complexidade orgânica do mundo. No filme, esta mentalidade é espelhada na organização que tenta conter o Brilho: enviam-se especialistas com protocolos rígidos, esperando que a realidade se submeta à lógica burocrática e ao desejo dos engenheiros sociais.

Contudo, a realidade — tal como o fenómeno biológico do filme — é refratária e totalmente indiferente a planos. Quando os factos não se conciliam com a ideologia, a esquerda opta (sempre!) por ignorar os factos ou por tentar silenciá-los, o que........

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