Trump vai ficar com a Gronelândia?
Na manhã de 3 de janeiro passado, o presidente Donald Trump descreveu, num telefonema para a Fox News, a forma como uma força especial dos Estados Unidos da América raptou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cília Flores. Todo contente com o êxito, a eficácia e a rapidez da intervenção, contou: “Assisti como se estivesse a ver um programa de televisão.”
Isto impressionou-me: durante o rapto, as tropas norte-americanas mataram cerca de 40 pessoas, algumas delas civis. E esta resposta de Trump, se por um lado tenta descrever o ambiente da sala montada com ecrãs, onde ele, assessores e generais supervisionaram a operação militar, por outro lado revela também - pela forma efusiva como narrou a situação - a indiferença com que foi assistindo, nesses monitores, a uma sequência de assassinatos… Será que, durante aquelas 2 horas e 28 minutos,........
