Depois do fogo, nem trancas à porta…
Este artigo de opinião é mais do que a minha voz, é a voz dos meus vizinhos, de toda uma comunidade que vê, ano após ano, o monstro do fogo devorar colheitas, animais, floresta e casas. Desta vez foi mesmo aqui ao lado. Vivo a escassos sete minutos de Tourelhe, em Cambra, concelho de Vouzela, onde começou o primeiro grande incêndio desta temporada.
Há momentos em que as palavras parecem insuficientes. A primeira é de solidariedade para com as populações atingidas e de reconhecimento pelo trabalho extraordinário dos bombeiros, da Proteção Civil, das forças de segurança, dos autarcas, dos voluntários e de todos os que protegeram vidas.
Um abraço também às famílias que perderam casas, explorações agrícolas, animais e anos de trabalho. Quando o fogo passa, não destrói apenas........
