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A guerra no Irão e o cliente bancário português

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31.03.2026

Olhando para os indicadores, parece claro que o consumidor de crédito em Portugal gosta mais de aproveitar benesses imediatas do que pensar no seu empréstimo pelo que ele é: um contrato de longa duração que atravessará muitas dificuldades económicas ou “apenas” de mercado, guerras e perturbações geopolíticas, crises institucionais, pandemia e muitas outras.

O cliente bancário nascido ou criado por aqui prefere o crédito à habitação em taxa variável, muitas vezes atraído por guerras de spreads ou momentos de conjuntura muito específica (lembram-se dos anos entre 2015 e 2022?) em que os juros historicamente baixos (até negativos) “criavam” uma prestação da casa baixinha.

É por isso que a esmagadora maioria dos contratos de crédito à habitação estão indexados à Euribor (que se forma na sequência de taxas de juro........

© Diário de Notícias