A guerra no Irão e o cliente bancário português
Olhando para os indicadores, parece claro que o consumidor de crédito em Portugal gosta mais de aproveitar benesses imediatas do que pensar no seu empréstimo pelo que ele é: um contrato de longa duração que atravessará muitas dificuldades económicas ou “apenas” de mercado, guerras e perturbações geopolíticas, crises institucionais, pandemia e muitas outras.
O cliente bancário nascido ou criado por aqui prefere o crédito à habitação em taxa variável, muitas vezes atraído por guerras de spreads ou momentos de conjuntura muito específica (lembram-se dos anos entre 2015 e 2022?) em que os juros historicamente baixos (até negativos) “criavam” uma prestação da casa baixinha.
É por isso que a esmagadora maioria dos contratos de crédito à habitação estão indexados à Euribor (que se forma na sequência de taxas de juro........
