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Cheque Sénior: libertar as famílias e o SNS

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26.07.2026

Como tem sido amplamente divulgado, Portugal enfrenta uma transformação demográfica sem precedentes. O forte aumento da esperança média de vida, a mudança na pirâmide etária e a alteração da composição dos agregados familiares estão a aumentar a pressão sobre a sociedade, os cuidadores e sobre as próprias unidades hospitalares, comprometendo o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde. Num país onde conseguir vaga numa residência sénior já depende mais da capacidade financeira da família do que do grau de dependência do idoso, a criação de um Cheque Sénior já devia ter entrado no debate público.

O princípio é muito simples e parte de duas verdades incontestáveis: o Estado raramente tem uma resposta pública ou convencionada imediata; as famílias, com orçamentos limitados, sem qualquer ajuda, vão ficar numa situação ainda mais vulnerável ao procurarem soluções que, em desespero, até podem ser ilegais. Então, este mesmo Estado deverá comparticipar directamente este cidadão-contribuinte com um valor equilibrado para poder escolher uma resposta certificada. Este modelo já existe, foi testado e está a funcionar em Espanha, através da Prestación Económica Vinculada al Servicio (PEVS), integrada na Lei da Dependência.

Mas o Cheque Sénior não deve ser visto apenas como mais uma política social, em que todos exigem tudo ao Estado. Trata-se de uma medida vantajosa, quer do ponto de vista social e laboral das famílias, quer do ponto de vista económico e da eficiência do sistema de saúde.

Em primeiro lugar, mitiga os problemas que os familiares ainda ativos profissionalmente enfrentam quando têm de cuidar dos seus parentes........

© Diário de Notícias