O sorriso de Vítor Melícias
Vítor Melícias é um homem extraordinário e um franciscano convicto.
Por vezes, consequência de um tempo em que a superfície é mais importante do que a profundidade do pensamento, surge quem não compreenda a verdadeira dimensão do desígnio a que dedicou toda a sua vida: procurar corrigir o mercado em benefício do peso da economia social.
Melícias nunca hesitou em construir cumplicidades, compromissos e poder para que, a partir de uma base capitalista, mais gente pudesse sair da pobreza e se cumprisse no seu máximo potencial. Talvez não seja óbvio o que o distingue e dele ficará para a história - o pensamento estrutural sobre o mutualismo, cooperativismo e assistencialismo, mas também a intervenção e influência na vida de milhares de pessoas.
O capitalismo mercantil nasce nos grandes portos de Itália. Em Veneza, Génova e Florença quebra-se o nó górdio do feudalismo e nasce uma burguesia que permite o crescimento económico e o fim do “decreto” que condenava os malnascidos à miséria eterna. Ora, o mercado precisa de Deus. Precisa de uma moral do Bem que zele pelo destino comum. É nessa perspetiva que nasce a Economia Social no capitalismo........
