O impulso reformista do Presidente da República
Durante anos, habituámo-nos a ler Programas de Governo, Grandes Opções do Plano e discursos de posse à procura de fundamentos políticos para as nossas causas da inovação no setor público. O discurso de posse do novo Presidente da República teve o mérito de recolocar a modernização do Estado no centro da conversa nacional, não como fetiche tecnocrático, mas como condição de dignidade democrática. Quando António José Seguro fala de “um Estado eficiente”, de previsibilidade nas políticas públicas e de reformas estruturais, toca num nervo exposto do país.
A reforma do Estado já não é apenas uma questão administrativa, é uma questão de tempo de vida. O tempo perdido à espera de uma consulta, de uma licença ou de uma decisão judicial, o tempo que um jovem perde para concretizar um sonho, que uma empresa perde para investir ou que um idoso perde entre requerimentos, autenticações e balcões. Um Estado lento não é apenas ineficaz, desgasta a confiança, consome energia social e convida o cidadão a desistir. Quando o Presidente enumera a morosidade da Justiça, as dificuldades no acesso à Saúde e à habitação ou a........
