Portugal: coisas boas e coisas não tão boas
Refletir e discorrer sobre o nosso país é sempre muito sedutor. Escrever sobre ele, já acarreta algum dificuldade. Mesmo ao fim de quase nove séculos de vida autónoma, esta é uma matéria em que o que se pode legitimamente esperar “cada cabeça, sua sentença”.
Este é, pois, um texto atrevido e apenas correspondente a uma visão.
Que aspetos mais nos caraterizam pela positiva? Talvez se possa referir que somos uma Nação una e coesa, milenar e estável, com apreciável sentido de comunidade e resiliência, com históricas e valiosas conexões à escala global, com um talento próprio para interagir com outras sociedades, pertencemos ao espaço mais desenvolvido do globo e somos membros das organizações desse espaço, partilhamos uma língua com valor universal, somos criativos e rápidos na resposta e detemos uma posição geográfica interessante para o mundo.
De todos estes predicados, dois merecem uma certa relativização.
É verdade que, num tempo que tem como maior constante a mudança permanente e rápida, a criatividade e a rapidez de resposta são ótimos atributos. Mas só o são se forem postos ao serviço de um esforço planeado, organizado, coerente e reiterado.........
