Informática? Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe
Desengane-se desde já o leitor, porque este artigo não é um ataque à informática. Afinal, sou professor dessa área e adoro o meu trabalho. O tema deste artigo é a recém-criada Agência para a Investigação e Inovação (AI²) que acaba de anunciar o seu conselho de administração.
Mas recuemos um pouco e recordemos que a Agência é resultado da fusão da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Agência Nacional de Inovação (ANI). Nasce oficialmente no final de 2025 ao abrigo do Decreto-Lei n.º 132/2025 e o que mais se destaca nesta primeira apresentação ao público é a maneira como a Informática aí é (des)tratada. Neste decreto afirma-se que a organização da referida agência se constitui em duas componentes principais: unidades orgânicas correspondentes a áreas de investigação e desenvolvimento – classificadas de acordo com a classificação internacional FORD, produzida pela OCDE –, e unidades orgânicas correspondentes a domínios estratégicos. As primeiras são focadas na investigação fundamental e as segundas na investigação aplicada.
A decisão de organizar a........
