Quando tudo arde
Que farei quando tudo arde?
O que no poema de Sá de Miranda era metáfora do poder do amor sobre a razão, vem na nossa conversa de atualidade converter-se (por escondermos o contexto da frase no soneto) numa injunção desesperada à incapacidade da razão moderna, tecnológica e cheia de soberba com as suas infinitas capacidades, em debelar um fogo que ameaça vidas e bens humanos e que se generaliza, cada vez com mais poder de destruição, por vários continentes.
Não, não foi a ciência, a que nos salvou das últimas pandemias, que nos falhou. Foi a capacidade, não científica, mas política, de agir preventivamente à enorme escala que era necessária. A Humanidade continua a guerrear-se por poder, riqueza e território, como os nossos antepassados sempre fizeram, mas sem os formidáveis aparelhos de destruição do mundo que os humanos, ou a........
