'East-West Pipeline'. O oleoduto que voltou ao centro do mundo
Num momento de elevada tensão geopolítica no Médio Oriente, marcado pelo conflito entre o Irão, Israel e os Estados Unidos, uma infraestrutura construída há mais de quatro décadas voltou a ganhar protagonismo: o East-West Pipeline, também conhecido como Petroline (oleoduto). Este oleoduto da Arábia Saudita tornou-se, desde março deste ano, uma peça fundamental para a estabilidade dos mercados energéticos globais, com impacto direto no abastecimento de petróleo à Europa.
Este oleoduto, com cerca de 1200 quilómetros de extensão, atravessa o deserto da Península Arábica, ligando os vastos campos petrolíferos do leste do país ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Construído na década de 1980, durante a guerra Irão-Iraque, o seu objetivo inicial era precisamente permitir à Arábia Saudita exportar o seu petróleo contornando o Golfo Pérsico e o sensível Estreito de Ormuz.
Convém lembrar que o Estreito de Ormuz, uma das artérias energéticas mais importantes e mais vulneráveis do planeta, entre o Irão e Omã, serve como saída obrigatória para a maior parte do petróleo produzido nos países deste Golfo. Antes do conflito atual, por ele transitavam cerca de 20 milhões de barris por dia de crude e produtos petrolíferos, o equivalente a aproximadamente um quinto do petróleo mundial e a um quarto do comércio marítimo global de petróleo. Desde o final de fevereiro de 2026, com o escalar da guerra e da decisão........
