Ninguém joga para ganhar
Há oito meses, nas páginas do DN, chamei ao Maxerreque e ao Corno de África um mosaico em desagregação, onde ninguém jogava para ganhar, apenas para que o outro perdesse. O que não previ foi a velocidade com que a fenda chegaria à porta.
A porta é o Bab-el-Mandeb, a entrada sul do Mar Vermelho. Em Fevereiro, os Houthis estavam retraídos, contidos pela derrota iraniana na guerra dos 12 dias. Veio depois a guerra americana e israelita contra o Irão. Teerão não precisou de fechar Ormuz, bastou-lhe assustar as seguradoras de Londres. O Mar Vermelho tornou-se a saída de emergência do petróleo saudita, desviado por oleoduto para Yanbu. Foi sobre essa saída que os Houthis declararam, em Julho, o bloqueio à Arábia Saudita. Em Setembro tomaram Mokha e, no estreito, Perim e as Hanish. A 5 de Outubro, as forças iemenitas apoiadas por Riade anunciaram ter retomado a cidade, sob cobertura aérea saudita, o que os Houthis negam. Os ataques chegaram, entretanto, aos aeroportos de Riade e de Abha, já com mortos. A peça que eu dava por........
