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Soma zero, crise energética, 'hyperscalers' e manutenção da ordem internacional multilateral

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31.03.2026

Tradicionalmente, a ordem internacional liberal liderada pelos EUA e pela UE após a implosão da URSS e o falhanço do modelo económico marxista-leninista, baseava-se na soma positiva: a ideia de que o comércio global e as instituições multilaterais beneficiariam todos os países.

De facto, a progressiva globalização decorrente do multilateralismo comercial e da redução de tarifas e obstáculos não-tarifários aumentaram a riqueza global, levaram enorme investimento a países em desenvolvimento (incluindo deslocalização de empresas de países desenvolvidos), retiraram centenas de milhões de pessoas da pobreza e criaram novos mercados em países em desenvolvimento.

Do mesmo passo, a globalização e o multilateralismo criaram uma enorme interdependência entre as economias dos principais blocos económicos, bem como a emergência de várias potências médias (Brasil, Índia, México) e de uma nova superpotência económica (a China).

A transição no sistema internacional, de uma hegemonia unipolar para uma realidade multipolar, trouxe de volta ao centro do debate o conceito de jogo de soma zero. Essa tese sustenta que o ganho de uma parte (ex: Rússia ou China) representa necessariamente uma perda equivalente para outra (ex: os EUA).

Washington parece ter adotado esta visão, tratando a........

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