PS: romper com o passado, sem ser arrastado por ele
As investigações que hoje envolvem um assessor e outras pessoas ligadas ao PS não são apenas episódios isolados de um processo judicial em curso. São o preço a pagar pelo facto de o PS ter sido o partido de poder por excelência nas últimas décadas. O partido mais “profissional” de todos, com aparatchiks capazes de ocupar posições nas mais diversas estruturas do Estado, das autarquias, das empresas e da sociedade civil. Quando um partido governa durante 21 dos últimos 30 anos, acumula influência, redes, dependências e zonas cinzentas que, mais tarde ou mais cedo, acabam por vir à superfície. É isso que está, mais uma vez, a acontecer.
O facto é que o PS tem muitos telhados de vidro e mais esqueletos no armário do que gostaria de admitir, o que limita a sua margem de manobra quando a luta política se trava no campo do combate à corrupção. Não se trata de culpar a atual liderança por........
