Quando a direita se esquece de o ser
Distensão e concórdia. Esta tem sido a estratégia do governo espanhol para restaurar a relação com a Catalunha após a intentona separatista de 2017, o mais sério ataque à ordem constitucional desde a transição democrática.
Indultos, amnistias, perdão parcial da dívida catalã, um novo modelo de financiamento, transferência de competências e poderes próprios do Estado Central para o Governo Regional, reforço da promoção da língua autóctone dentro e fora da Catalunha, incentivos estatais para o regresso à Catalunha das empresas que abandonaram a região após o simulacro de independência de 2017 são apenas algumas das medidas que sustentam o esforço de alegada reconciliação.
Na prática, houve (e há) mais pragmatismo do que altruísmo: sem o voto dos catalães no Parlamento, Sánchez não governa. A longa lista de cedências é, bem vistas as coisas, o preço que o PSOE pôs........
