O país que quer o talento, mas recusa a família
Conheço um profissional extraordinário. Num mercado global onde já é difícil encontrar bons quadros, ele pertence a uma categoria ainda mais rara: a daqueles cuja competência, experiência e especialização não se substituem facilmente, nem em Portugal, nem, em certos domínios, no mundo.
Entrou numa empresa, fixou-se em Portugal, trabalhou, contribuiu, pagou impostos, formou pessoas, criou valor. Fez tudo aquilo que o país, de forma legítima, ambiciona quando fala em atrair talento internacional e reforçar a sua base produtiva.
E, no entanto, há mais de 3 anos que vive uma realidade incompleta: a sua família continua fora. Neste caso, “fora” não é apenas distância, é também exposição a um contexto de instabilidade no Médio Oriente, que torna cada dia mais exigente.
Esta não é uma história de falha deliberada. É, antes, o retrato de um sistema que, apesar das boas intenções e dos avanços já feitos, ainda não conseguiu responder com a rapidez que certas situações exigem.
Portugal........
