Da cogestão
Em boa verdade, a função-objectivo da empresa não deve reconduzir-se à maximização do lucro ao longo do tempo de vida esperada do projecto empresarial, tornando-se necessário considerar restrições à sobredita função-objectivo que estejam associadas à satisfação dos interesses dos “stakeholders”.
De facto, afigura-se essencial pensar-se na aplicação de modelos de participação dos trabalhadores e dos restantes “stakeholders” (ainda que numa proporção minoritária) nos corpos sociais das empresas, à semelhança do que já vem acontecendo, ainda que de uma forma “semi-discreta”, em grande parte dos países europeus, designadamente na Alemanha e nos países nórdicos.
E, a prazo, apresenta-se, ainda, relevante estabelecer o princípio de que os gestores das grandes empresas não recebam os “prémios de gestão” de uma só vez, em dinheiro, na sua totalidade, devendo recebê-los, também, em acções e obrigações ao longo de vários anos, criando-se vínculos entre a “tecnocracia” e a empresa (i.e., entre os gestores e o conjunto de “stakeholders”).
Como é do conhecimento geral, num grande número de países do Centro e Norte da Europa, a cogestão foi introduzida nos anos 70 do século passado: em 1971, nos Países Baixos, em 1973, na Dinamarca e na Suécia e, em 1974, na Áustria e no........

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