menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Portugal não começou com os jogos da selecção nacional de futebol

13 0
08.07.2026

Há uma tendência, hoje particularmente ruidosa em certos círculos intelectuais, principalmente de matriz marxista, para reduzir a identidade nacional a um mero contrato administrativo. Segundo essa leitura, a nacionalidade seria apenas um conjunto de direitos e deveres, desprovido de memória, continuidade histórica ou património civilizacional. Portugal seria, assim, uma construção circunstancial, permanentemente reconfigurável, sem uma identidade própria. Aliás, chegam a dizer que “não há uma identidade nacional original”.

As comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal demonstram precisamente o contrário. Ao anunciar um programa que se estenderá da Batalha de São Mamede ao Tratado de Zamora, o Estado reconhece que existe um fio histórico que liga gerações sucessivas e que faz de Portugal uma das mais antigas nações da Europa. O próprio Governo assumiu como objectivo aprofundar o conhecimento das nossas raízes, da nossa cultura e da nossa identidade.

Essa identidade não........

© Diário de Notícias