O PCP e a NATO
A posição do Partido Comunista Português após a mais recente Cimeira da NATO não constitui novidade. Desde a fundação da Aliança Atlântica, em 1949, o PCP vê nela um instrumento de expansão do poder norte-americano e uma ameaça à paz mundial. Mudaram os protagonistas, desapareceu a União Soviética, caiu o Muro de Berlim e alterou-se profundamente a ordem internacional. O discurso comunista, porém, permanece praticamente inalterado. É uma demonstração de coerência ideológica, mas também de extraordinária resistência à realidade.
A História mostra-nos uma verdade incómoda: a paz nunca dependeu apenas da vontade dos pacíficos. Dependeu, quase sempre, da capacidade de dissuadir quem pretendia alterar fronteiras ou expandir impérios pela força.
A política de apaziguamento seguida em Munique, em 1938, assentou precisamente na ilusão de que um regime expansionista abandonaria........
