Agricultura quântica
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Na semana passada, a Syngenta anunciou uma parceria com a QuantumBasel, o primeiro hub comercial de computação quântica da Suíça, para aplicar tecnologia quântica à investigação agrícola. O objetivo: modelar interações moleculares de uma complexidade que os computadores clássicos apenas conseguem aproximar, abrindo caminho a produtos fitossanitários mais eficazes e sustentáveis. O anúncio foi feito no World Agri-Tech Innovation Summit, em São Francisco, a 16 de março. Não se trata de ficção científica. Trata-se de uma multinacional com presença em mais de 90 países a instalar os seus investigadores lado a lado com cientistas de dados quânticos num modelo de co-localização em Basileia. A Suíça, líder do Global Innovation Index da OMPI há 15 anos consecutivos, percebeu há muito que o futuro da agricultura se joga em laboratórios de física, não apenas em campos de ensaio. A computação quântica promete simular o comportamento molecular com precisão inédita, acelerando ciclos de investigação que hoje levam anos. O detalhe que merece reflexão para Coimbra é este: a QuantumBasel não nasceu numa grande metrópole. Nasceu em Arlesheim, no cantão de Basileia-Campo, com menos de 10 mil habitantes. O que a fez possível não foi a dimensão do lugar, mas a densidade do ecossistema: universidades de topo, capital de risco disponível, cultura de colaboração entre academia e indústria, e uma aposta pública consistente em inovação. E a boa notícia? Coimbra não está a assistir de fora. A UC lançou um curso de computação quântica com a IBM e a Softinsa, e em 2025 foi a única instituição portuguesa entre 15 finalistas mundiais do Quantum Challenge da Pasqal, com algoritmos de IA quântica aplicados a imagiologia médica. As peças estão a ser colocadas no tabuleiro, e bem. O exemplo suíço só mostra o que acontece quando se joga a sério. E isto inclui o regresso pleno da Suíça ao Horizon Europe, ao Euratom e ao programa Digital Europe.
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