“Entre a reflexão e a ação: o...”
O Congresso do Partido Socialista, realizado no passado fim de semana em Viseu, trouxe de volta à política algo que tem estado demasiado ausente: substância! Substância no pensamento, na discussão e na capacidade de olhar o país para além do imediato. Num tempo exigente, dentro e fora do partido, este não foi um congresso para cumprir calendário. Foi um momento de exigência, de debate sério e de consciência de que o futuro não se improvisa. Constrói-se com visão, trabalho e sentido de responsabilidade. Nesse contexto, José Luís Carneiro deixou uma ideia que importa reter: o Partido Socialista tem de se afirmar como uma alternativa de governo credível, consistente e preparada. Não basta responder ao presente, é necessário preparar o que vem a seguir, com ambição e clareza estratégica. É com essa leitura que me identifico. Acredito num Partido Socialista que una seriedade, competência e sentido de futuro. Um partido que inspire confiança não apenas pelo que diz, mas pela forma como decide, age e assume responsabilidades nos momentos decisivos. Um partido que não se limita a acompanhar o tempo, mas que tem a capacidade de o liderar. Vivemos um tempo que exige mais: mais ética, mais exigência, mais competência e, acima de tudo, mais trabalho. Um tempo em que o foco tem de regressar ao essencial, resolver problemas concretos da vida das pessoas, demasiados deles há demasiado tempo por resolver. A educação, a saúde, a habitação e os baixos salários não podem continuar a ser adiados. O Partido Socialista tem a obrigação de reencontrar o seu denominador popular, essa ligação direta,........
