“Combustíveis: sobem à...”
A recente escalada de tensão no Médio Oriente, envolvendo o Irão, voltou a expor uma realidade estrutural que há muito conhecemos, mas que continuamos a adiar: a profunda dependência energética das nossas economias. Sempre que aquela região entra em instabilidade, os mercados reagem de imediato e os preços dos combustíveis disparam. O impacto é direto e imediato na vida das pessoas. Mas o problema não está apenas na subida. Está na forma como ela ocorre. Em Portugal, os dados das últimas semanas são particularmente elucidativos. Em apenas três semanas, o gasóleo registou uma subida acumulada na ordem dos 40 cêntimos por litro, enquanto a gasolina aumentou cerca de 26 cêntimos. Traduzido para o quotidiano, isto significa que um depósito de 50 litros passou a custar mais 20 euros no gasóleo e mais 13 euros na gasolina. Mesmo com medidas de mitigação, como os ajustamentos no ISP, o impacto continua a ser significativo e imediato no orçamento das famílias. Este ritmo de subida, praticamente semanal e........
