“O futuro da restauração joga-se...”
O problema da restauração já não é apenas a falta de clientes. É, sobretudo, a capacidade de responder com qualidade, consistência e diferenciação a uma procura cada vez mais exigente. A realidade recente do setor ajuda a perceber porquê. A restauração está hoje no centro de uma transformação relevante da economia regional. Impulsionado pelo crescimento do turismo e pela maior circulação de visitantes, o setor tem vindo a afirmar-se como um dos principais motores de dinamização económica. Os dados são claros: no conjunto dos concelhos da área de intervenção da Associação Empresarial de Braga, a restauração já representa cerca de 250 milhões de euros em transações eletrónicas, tendo registado um crescimento de cerca de 6% em 2025. Mas este crescimento coloca uma questão essencial: será sustentável? A resposta depende, em grande medida, da capacidade do setor para dar um salto qualitativo. O desafio já não é apenas responder à procura. É responder melhor. A restauração minhota tem vindo, de forma geral, a evoluir positivamente. Hoje encontramos uma oferta mais diversificada, mais profissional e mais consciente da importância da experiência global do cliente. No entanto, esta evolução não é homogénea e os desafios estruturais continuam bem presentes. O mais crítico é, sem dúvida, o da mão-de-obra. A escassez de profissionais qualificados é hoje uma das principais limitações ao crescimento sustentado do setor. E esta não é apenas uma questão de quantidade; é, sobretudo, uma questão de qualidade. Formar........
