“A segunda crónica do mês”
No início da semana, de forma a cumprir atempadamente as datas que o meu caro Dr. Paulo Monteiro me indica, tinha escrito uma crónica/reflexão denominada “Ao José Silva a vida não sorri neste início de ano“. Essa reflexão abordava as extremas dificuldades que as micro e pequenas empresas estão a enfrentar neste início do ano, por causa da abrupta subida de preços de produtos essenciais como combustíveis líquidos, gás e, por arrasto, de tudo o que consumimos como cidadãos e empresas. Falava também da absoluta inação do governo a este nível (sim, friso, total e absoluta inação à espera que tudo passe) com medidas pífias e com um impacto quase nulo. Mas, a meio da semana tive o prazer de assistir a um webinar do Prochild CoLAB que é uma Associação privada sem fins lucrativos, reconhecida pela FCT como Laboratório Colaborativo desde novembro de 2018 e que tem como missão o combate à pobreza e exclusão social na infância. Tenho a honra de presidir ao Conselho Estratégico do ProChild e por isso conheço o extraordinário trabalho científico, técnico e prático que ali se realiza, sendo uma das instituições mais relevantes da Europa a este nível. Aqui, a partir do Minho e da Universidade do Minho. Mas, apesar do Prochild CoLAB mais do que justificar uma crónica, essa ficará para outra (justa) oportunidade; o que me leva a falar deste webinar foi uma das muitas aprendizagens que aí consegui obter e que versava algo como …. temos adultos a definir políticas para crianças sem ouvir o público-alvo (essas mesmas crianças) e quando as ouvimos temos por vezes dificuldades de “devolver as expectativas”. Friso que esta é uma interpretação minha de um dos temas debatidos, mas julgo que a minha interpretação está alinhada com o que foi debatido. Transpondo isto para as nossas empresas, questiono se é assim tão comum definirmos........
