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“ISLAMABAD? O que nasce torto,...”

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11.04.2026

Hoje,11 de abril, deverão ter início as negociações entre os EUA e o Irão. A ordem de trabalhos é o acerto de um cessar-fogo, durante duas semanas. Na verdade, tais conversações estão previstas para um hotel de Islamabad, no Paquistão. Pelo que se sabe, não serão bem negociações diretas: tais conversas serão intermediadas por paquistaneses que circularão de sala para sala, ou seja, entre as salas onde as delegações norte-americana e iraniana estarão, respetivamente, instaladas. Vamos deixar de lado aspetos que relevam, sobretudo, para assuntos políticos internos de ambos os Estados, como, por exemplo, quem integra as respetivas delegações de negociadores. J.D. Vance, por um lado e, por outro, iranianos da cúpula do regime, embora não esteja presente o líder supremo. Este continua literalmente desaparecido em combate, circulando rumores de que estará inconsciente, entre a vida e a morte, sendo, por conseguinte, uma espécie de líder de fachada. O que começa mal, dificilmente se endireita! E, neste caso, poderemos perguntar quais as expectativas que o mundo e a Europa, em particular, têm relativamente ao resultado dessas negociações. Sublinhe-se: negociações sobre uma trégua de quinze dias, numa guerra cuja motivação imediata de quem a desencadeou não é percetível e cujos contornos formam um novelo de equívocos, de aparentes laivos de ignorância e de mau planeamento (ou ignorância dos planos, porventura, até bem elaborados). Ou seja, o que esperar de negociações sobre algo que não começou bem? Vamos........

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