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“Urgência no Terreno, Senha na...”

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25.05.2026

O relatório do Presidente da República sobre a visita às zonas afetadas pelas tempestades na região Centro não trouxe propriamente uma revelação. Trouxe, isso sim, a confirmação de que a resposta do Estado foi lenta, burocrática, descoordenada e pouco clara. Parece que, quando a urgência entrou pela porta dentro, a administração pública foi à procura do formulário certo. As conclusões agora conhecidas insistem em pontos muito concretos: há pagamentos por desbloquear, decisões pendentes, falta de clareza nos procedimentos e um défice de preparação prévia. Nada disto surpreende quem conheça minimamente o modo como o Estado português costuma funcionar em situações urgentes. Anunciam-se apoios, criam-se mecanismos, multiplicam-se estruturas. Depois chega a fase verdadeiramente portuguesa: a execução perde-se. Perde-se onde? Nos detalhes legais, nas competências repartidas, nos pareceres, nas validações, nos circuitos administrativos, na incapacidade de distinguir o urgente do importante e o importante do acessório. Em teoria, estas cautelas existem para proteger a legalidade, a igualdade e a boa utilização dos recursos públicos. Na prática, muitas vezes servem para adiar decisões, diluir responsabilidades e transferir para os lesados o custo........

© Correio do Minho