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“ "Linguagem", o galego e o...”

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Pêro senta-se num penedo coberto de musgo. Atrás de si, uma pequena muralha, julga que romana, e alguns carros de bois com lajes de granito.  Ouve uma voz, numa língua que compreende perfeitamente. Não tem noção das circunstâncias dessa língua, da sua origem e da sua evolução. Sabe que os seus avós a falavam, e que ele continua a usá-la sem grandes alterações nos sons e nos significados. Quando era moço, contavam-lhe histórias de antepassados, germanos, vândalos, suevos ou visigodos, outros de base celta, e ainda histórias de soldados e comerciantes romanos, com a sua língua poderosa, o latim. Lembra-se das risadas, quando  Roderico, em plena eira onde se malhava o milho, proferiu um sonoro "futue te ipsi", vulgaridade vinda do latim. Soube mais tarde da forma "futuere", que evoluiu pelos tempos fora com sonorizações de permeio.........

© Correio do Minho