“O ianque e o lorpa”
As gentes afectas ao PCP sempre foram consideradas como doentiamente antiamericanas. Era uma coisa que tinham, sem que se soubesse onde, que não dava para remover cirurgicamente, que não cedia a águas termais nem a intervenção medicamentosa. Vá que não vá, não era mal de morte, quando muito daria uns afrontamentos, umas regurgitações esofágicas, umas arritmias e uns sonos agitados, umas diarreias e uns distúrbios da libido... Em suma, moía, tirava alegrias, mas era coisa deles, e ninguém estava para estragar minuto, ponderando forma de debelar maleita de grupelho ameaçado de extinção. Morreria com eles, pronto, e não se falaria mais nisso.
Eu, se bem me conheço, se bem me acreditam, terei a variante benigna, traduzida numa comichão neuronal, que normalmente acalma com um carrilhão de palavras robustas, que não são passíveis de transcrição num periódico com reputação a manter. É característico da variante benigna que o tocado não se espraie no........
