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“Quando perder tudo é renascer”

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18.01.2026

Há pessoas que entram na nossa vida que permanecem, ou que, de forma natural acabam por sair. Excluir, “cortar relações”, “pôr de parte”, afastar alguém da nossa vida ou até, “fingir como nunca tivesse existido” são diferentes maneiras de romper qualquer vínculo emocional.
Hoje, porém, o vínculo emocional que nos liga aos outros é diferente. O desapego surge, muitas vezes, disfarçado num “até já” ou num “hoje não posso, lamento”. Enquanto a relação “é precisa”, mantém-se. Quando “já não serve”, surgem problemas atribuídos à personalidade, ao feitio ou a diferenças de opinião consideradas inconciliáveis. Parece haver uma tendência crescente para as pessoas “se cansarem rapidamente” umas das outras, numa espécie de cultura identitária em que a diferença na forma de pensar ou de ver o mundo deixou de ser aceite. Serão estas atitudes o chamado “novo normal” da sociedade?! Não pode ser. Ou, pelo menos, não deveriam ser. As relações interpessoais devem assentar numa base sólida e segura. São........

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