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“‘Vestigia temporis’ =...”

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14.05.2026

Nas pedras de Braga permanecem ainda os vestigia temporis do antigo império. Bracara Augusta não nasce nos dias de hoje apenas da pedra e dos vestígios musealizados, mas chega a nós também pela palavra. A antiga capital romana da Gallaecia foi primeiro construída na memória dos cronistas, geógrafos e administradores do Império. Sem esses autores clássicos, Bracara Augusta poderia passar por vestígio arqueológico. Com eles, tornou-se uma cidade inscrita na história do mundo romano. Entre os nomes mais importantes está Plínio, o Velho (23 d.C., aproximadamente, e 79 d.C.), cuja obra Naturalis Historia menciona os povos e territórios do noroeste peninsular. Os livros III e IV são aqueles que mais podem interessar a quem estuda a construção romana no noroeste peninsular, por incluir uma descrição pormenorizada de aspetos administrativos e económicos desta área do Império, referindo povos, aglomerados urbanos e vias. Embora nem sempre descreva Bracara Augusta de forma direta, oferece-nos o contexto político e económico que explica a ascensão da cidade como centro administrativo romano. Plínio escrevia com o olhar de quem via o Império como uma máquina organizada, e a presença de Bracara nas divisões territoriais romanas revela a sua relevância estratégica. Outro autor incontornável é Estrabão (63/64 a. C.-c.24 a. C.). A sua Geografia ajuda-nos a compreender o extremo ocidental da........

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