Não basta fechar a boca e malhar
O discurso da meritocracia é burro e só faria sentido em um mundo sem desigualdade, o que é impossível. O engraçado é que, enquanto muita gente empunha a bandeira do "fazer para acontecer", poucos se lembram de que a palavra foi cunhada como sátira pelo sociólogo britânico Michael Young, em um ensaio de 1958. No texto, ele criticava, adivinhe, uma civilização que preferia o QI alto e o "esforço" à justiça social.
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Se esse conceito não funciona para comparar a trajetória de pessoas com oportunidades socioeconômicas disparatadas, tampouco deveria ser aplicado em relação a doenças. Ninguém, é claro, defende que basta força de vontade e determinação para uma pessoa sem pernas chegar em primeiro lugar na corrida de São Silvestre. Porém, quando o assunto é obesidade, adoramos repetir a fórmula da boa forma física:........
