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Um presidente emotivo

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22.03.2025

José SarneyEx-presidente da República, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras

Fiquei profundamente emocionado no Senado e na Câmara dos Deputados quando comemoramos os 40 anos de democracia no Brasil. Recordei que, aos 25 anos, no Rio de Janeiro, no Palácio Tiradentes, onde funcionava a Câmara dos Deputados, eu jurava, pela primeira vez na vida, cumprir os deveres do mandato, de defender a Constituição e as leis do país. Depois, por mais uma vez no Rio, em 1959, novamente cumpria essa solenidade. Em 1960, quando Juscelino Kubitschek transferiu a capital para Brasília, transferia-me para esta cidade, de malas e bagagens, e aqui estou há 65 anos. Nesse período estão incluídos os 40 anos que passei no Senado, sendo hoje o político mais longevo do país.

Tudo isso se passava em minha cabeça, chegando aos momentos trágicos da doença de Tancredo Neves e, depois, com sua morte, indo à Câmara dos Deputados, onde jurei cumprir a Constituição, que seria revogada, uma vez que convoquei a Constituinte que iria elaborar a Constituição de 1988, a Constituição Cidadã, como a chamou Ulysses Guimarães.

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Assumi a Presidência levitando, tomado........

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