Impacto da crise climática não é igual para todos
Isvilaine da Silva Conceição — engenheira ambiental e coordenadora de Engajamento e Mobilização do Observatório do Clima; Priscila Pacheco — repórter do Observatório do Clima e co-fundadora da Mural – Agência de Jornalismo das Periferias
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Os efeitos das mudanças climáticas, frequentemente percebidos como um problema distante, manifestam-se de forma desigual e impactam de forma desproporcional mulheres, pessoas negras e populações de baixa renda. Quando o evento extremo "entra pela porta", seja como calor intenso, seca prolongada ou chuvas torrenciais, ele amplifica desigualdades sociais já existentes, porque atinge em cheio áreas de risco e comunidades com menor acesso à proteção. Esse é o cerne da justiça climática, uma pauta humanitária que exige ações imediatas e inclusivas.
Para compreender a urgência, basta observar o que ocorre no presente. Enchentes recentes em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e em regiões do Paraná tornam visível uma realidade que, para muita gente, já é cotidiana: quem vive em áreas em vulnerabilidade costuma ser o primeiro a perder casa, renda e segurança. A vida é abruptamente desestruturada com ausência de abrigo, sustento e........
