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Amazônia Negra: adaptação climática como reparação histórica

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19.03.2025

Virgilio Viana*

Três eventos culturais do carnaval de 2025 destacaram uma dimensão pouco difundida da Amazônia: sua matriz de origem africana. De um lado, em Salvador, Carlinhos Brown fez uma reverência ao Marabaixo, uma manifestação cultural de origem africana típica de comunidades afrodescendentes do Amapá. Ao mesmo tempo, em Manaus, a Escola Reino Unido do Morro da Liberdade, campeã do Carnaval de 2025, fez uma homenagem à sua ancestralidade africana. Para completar, a Acadêmicos do Grande Rio, no Rio de Janeiro, celebrou a riqueza cultural do Pará, mostrando o processo de formação do Tambor de Mina, uma religião afro-brasileira. Essas e outras manifestações culturais servem para mostrar o quão importante é a presença negra e parda na Amazônia e a sua influência sobre a história, a sociedade, a cultura, o meio ambiente e a economia da região.

Segundo o Censo de 2022 do IBGE, a Região Norte possuía o maior percentual de população indígena de todo o Brasil (3,11%). Por outro lado, a população preta ou negra era quase três vezes maior que a indígena (8,82%). No entanto, essa presença negra é menos visível e pouco considerada quando se trata de Amazônia.

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No Amapá, o Marabaixo........

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