Individualização do sofrimento
Recentemente, debrucei-me sobre os conteúdos da comunidade Mentaleria, desenvolvida em Brasília, cujo foco é capacitar profissionais para realizar atendimentos de pessoas em crise psíquica de maneira humanizada e qualificada. Uma das pautas discutidas diz respeito à relação intrínseca entre desigualdade social e sofrimento mental, na qual a provocação central se desenrola a partir da pergunta: é possível estar emocionalmente saudável quando se vive na escassez.
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A reflexão veio à tona durante uma conversa que tive com o psicólogo Filipe Willadino, para uma reportagem acerca dos gargalos na assistência à saúde mental. O profissional, lotado no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II do Paranoá, destacou a importância de a equipe agir sobre fatores sociais que catalisam o sofrimento, como a violência e a marginalização.
"Para mudar esse cenário de adoecimento, não basta atender individualmente em consultório. É preciso se articular........
