Os bancos também erram, e muito: fique atento
Bancos erram em cláusulas, em cobranças, em cálculos, em lançamentos e inclusive na formalização das garantias. Alguns erros até podem ser operacionais e não intencionais, mas, em muitos casos, a sensação é de que de fato houve má-fé.
Por serem grandes instituições financeiras, com lucros bilionários, milhares de empregados e uma estrutura enorme, muitas pessoas acreditam que os bancos não erram e acabam deixando de tomar certas cautelas.
Porém, no dia a dia da advocacia, é muito frequente encontrarmos os mais variados erros por parte dos bancos. Não estou me referindo a divergências na interpretação de determinado direito ou dispositivo de lei. Por exemplo, se determinada taxa de juros é legal ou abusiva. Não é sobre isso que me refiro. Mas de situações que chegam a ofender a ética, a lealdade e a boa-fé contratual.
Nem sempre aquilo que está combinado no contrato com o banco é o que de fato está sendo debitado de sua conta bancária. O valor da “parcela contratada” nem sempre é o valor da “parcela debitada”.
Muitas vezes, o banco debita de sua conta taxas e tarifas não contratadas, mas, por serem de valores pequenos, acabam “passando batido”. Há certos bancos, ou pelo menos certos gerentes gerais de agência, que inclusive orientam os gerentes de conta a debitar essas tarifas para alcançar metas e, quando alguns clientes reclamam, vão resolvendo pontualmente.
Nem sempre o cálculo apresentado pelo banco está correto. Às vezes, ele diz que está aplicando uma taxa de juros, mas, quando passamos um “pente-fino”, percebemos que está usando uma taxa superior. Isso acontece tanto nas agências bancárias como também em processos judiciais. Apenas um “inocente” erro de cálculo? Não sei.
Às vezes, a amortização é lançada de forma errada. Noutras, a metodologia do cálculo é descrita de modo obscuro. Cobranças em duplicidade também aparecem, especialmente em contratos renegociados, quando cobram no........
