Entre o copo meio vazio e o copo meio cheio. 2025 já deu
Ao chegar aos últimos dias de 2025, a sensação dominante não é apenas de crise, mas de desgaste do olhar. O mundo parece menos cansado de enfrentar problemas do que de enxergar qualquer coisa além deles. O noticiário operou em regime de saturação: guerras prolongadas, tarifas transformadas em armas políticas, decisões erráticas da Casa Branca, ensaios de intervenção armada no Caribe e na Venezuela, algoritmos capturados por interesses opacos e um multilateralismo visivelmente enfraquecido.
O quadro geral foi apresentado, dia após dia, quase sempre pelo mesmo ângulo.
Essa insistência em um único enquadramento produz um efeito conhecido. A repetição contínua do negativo não apenas informa — ela molda a percepção. Achata contrastes, elimina nuances e cria a impressão de que nada avança, nada resiste, nada melhora.
Quando a realidade é observada apenas por sua face mais escura, fatos que escapam desse registro tendem a ser tratados como irrelevantes ou exceções sem importância, mesmo quando os dados apontam outra coisa.
É justamente aí que o balanço de fim de ano se impõe como exercício de responsabilidade jornalística. Não se trata de negar tragédias, minimizar conflitos ou suavizar retrocessos evidentes.
Trata-se de recuperar profundidade de campo. De recolocar no enquadramento decisões, políticas públicas e acordos internacionais que, embora menos ruidosos, produziram efeitos concretos em 2025 e ajudam a compreender o ano com mais fidelidade aos fatos.
Um desses marcos foi a entrada em vigor do Tratado dos Altos Mares. Pela primeira........





















Toi Staff
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