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Michelle, a erva venenosa que pode destruir a plantação de "Bolsonaros" na política brasileira

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25.06.2026

Parece uma rosa; de longe é formosa. Tem voz de uma sereia, mas, cuidado! Não a toque. Ela é má e pode até te dar um choque. Uma espécie de “mulher de César” que, mais do que ser, deve parecer honesta. Um estereótipo crível, aliado a uma postura incrível, quase indefectível. Uma mulher que derrama um banquete, um palacete. Um anjo de vestido, uma libido do cacete. Ela é tão, tão vistosa que talvez seja mentira. Assim é Michelle Bolsonaro à primeira vista. Uma mistura de “Erva Venenosa” e “Garota Nacional”, sobre cuja existência Rita Lee e Skank já nos alertaram.

Eu detesto o jeito dela, mas pensando bem, ela fecha com os sonhos de muita gente como ninguém. Mesmo ela sendo pior do que cobra cascavel e destilando um veneno cruel disfarçado de virtude e santidade. Haja paráfrases, citações ou licenças poéticas para defini-la. Haja identitarismo para explicar o fato de que até algumas mulheres de esquerda tenham manifestado empatia pelo seu desabafo político-familiar de vinte e sete minutos postado nas redes sociais, em meio a um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Ela quis nos provar. Sem medo e sem amor. Ela só quis nos provar.

De fato, Michelle afundou um pouco mais a candidatura de seu enteado, que já era visto como um pária por muitos no espectro direitista no país. Inclusive, dentro do meio evangélico, onde sua madrasta é lida como uma serva virtuosa e agradável a Deus. Ou seria uma deusa? Apófis, talvez. A serpente que representava o caos e a escuridão na mitologia egípcia.

Na mitologia bolsonarista, Michelle passou........

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