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“O agente secreto”, a memória do país e as eleições

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13.03.2026

Neste domingo, dia 15 de março, estarei grudado em frente à TV, na torcida pelo Oscar para Wagner Moura (Melhor Ator) e para “O agente secreto”, do Kleber Mendonça Filho, candidato nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Seleção de Elenco. Sei que essa torcida junta milhões de brasileiras e brasileiros cada um do seu jeito, com sua origem, idade, cor, gênero e características próprias e únicas; sou apenas mais um.

“O agente secreto” é um filme magnífico e contundente sobre as lembranças do poder destruidor da ditadura, sobre a resistência e sobre a corrupção, o conluio entre o poder público e o submundo do crime e das milícias, o preconceito contra a mulher e todos os brasis que atravessam décadas de uma história que as elites insistem em esconder, apagar, jogar para debaixo do tapete. É, fundamentalmente, um filme sobre a memória, a importância de narrar e transmitir memórias. Sem dar spoiller, o diálogo final se afirma como um alerta sobre essa necessidade vital.

Diante do filme, vejo o Brasil de agora, onde, mesmo um passado mais recente começa a ser apagado para dar lugar a histórias reescritas, embelezadas. Onde a extrema-direita, apoiada por........

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