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Frei Caneca e a Confederação do Equador

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01.10.2026

“Quem bebe da minha ‘caneca’ tem sede de liberdade”

A história das lutas pela soberania e pela construção da identidade nacional brasileira nunca se escreveu nos salões palacianos do Rio de Janeiro. Muito pelo contrário: assim como atualmente, essa luta não é objeto de atenção da elite financeira ou dos seus vassalos instalados no Congresso Nacional, de parte da imprensa e do STF. Precisamos olhar o passado e relembrar que, nas províncias do Norte e Nordeste, ocorreram episódios de rutilante coragem moral e sacrifício humano. Quem sabe isso inspire os indecisos a votar em Lula no domingo.

No centro de uma verdadeira epopeia ergue-se, no início do século XIX, a figura imponente de Joaquim do Amor Divino Caneca, o Frei Caneca: frade carmelita, jornalista, geômetra, filósofo e estrategista político, cuja vida e morte encarnaram o ideal máximo de autonomia e liberdade contra as investidas do arbítrio.

Nascido em Recife, no povoado artesanal de Fora-de-Portas, o jovem primogênito do tanoeiro português Domingos da Silva Rabelo e de Francisca Maria Alexandrina de Siqueira trazia das origens humildes a disciplina e a altivez.

O apelido “Caneca”, herdado do ofício paterno na confecção de vasilhames, acompanhou-o ao professar votos na Ordem do Carmo, em 1797, e ao ordenar-se sacerdote, em 1801. Longe de confinar-se às paredes do claustro, buscou no Seminário de Olinda e nas bibliotecas oratórias a vasta erudição que o tornaria professor de Retórica, Filosofia e Geometria,........

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