Defesa nacional – um imperativo existencial
Começo com uma citação. Nietzsche disse: A natureza não pune os maus, ela pune os fracos. E podemos acrescentar: A história também não pune os maus, pune os fracos. Não pune Netanyahu, pune Maduro. Não pune Israel, pune a Venezuela.
Antes de prosseguir, abro um rápido parêntese: parece que Nietzsche não disse isso, infelizmente. Mas poderia e deveria ter dito, a meu ver, pois a frase parece ilustrar bem, e com força, um aspecto central do seu pensamento. É impressionante, diga-se de passagem, como é grande o número de frases apócrifas interessantes. Poderia dar vários exemplos, mas isso tornaria a digressão longa demais.
Volto ao aforismo atribuído a Nietzsche. Há melhor maneira de dizer em poucas palavras a importância que tem a defesa nacional? Gostamos de nos vangloriar, e com certa razão, do nosso soft power, da nossa música, da nossa dança, da nossa cordialidade etc. Mas o maior soft power do mundo nada resolve diante da ameaça de um agressor externo poderoso.
Somos também, declaradamente, um país pacífico por vocação. Até a nossa Constituição exclui a posse de armamento nuclear. Continua verdadeiro, entretanto, o antigo lema romano: Se vis pacem, para belum (Se queres a paz, prepara-te para a guerra). E cuidado para que a invocação do nosso pacifismo não seja tomada como sinal de fraqueza!
A questão da defesa nacional voltou à ordem do dia em 2026. O sinal de alerta vermelho foi dado pela intervenção militar dos Estados Unidos na........
