Gilmar e os neolavajatistas
Os justiceiros da mídia não se emendam. Temporariamente adormecidos, após comprovado o conluio entre um juiz e procuradores bandidos para excluir Lula da cena política e destruir empresas brasileiras, com apoio do FBI e em benefício de multinacionais americanas, tentam um retorno ao teatro judicial farsesco da Operação Lava Jato. O movimento ora orquestrado destina-se a envernizar a figura do relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e destruir o decano Gilmar Mendes. A finalidade é dar ao inquérito coloração pluripartidária, de modo a aparentar que o PT, e mesmo o Executivo, são tão ligados aos esquemas de Daniel Vorcaro quanto os bolsonaristas. Uma ficção, claro está.
Para que o movimento neolavajatista se encorpe, é preciso aniquilar o ministro Gilmar Mendes. Boca-aberta, o decano não hesita em apontar más condutas de André Mendonça. E também ímpetos demagógicos do presidente Edson Fachin. Ao apontar semelhanças entre o inquérito do Master e os passos iniciais da famigerada Lava Jato, Gilmar é acusado de tentar melar o processo no nascedouro e livrar criminosos da cadeia. Contudo, não nos parece que esta seja a realidade.
Para o jurista Lenio Streck, “Gilmar sabe olhar pelo retrovisor”. Para o constitucionalista Pedro Serrano, “a preocupação com nulidades tem que estar presente o tempo inteiro, porque, quando........
