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Embraer nas alturas: o que o voo da fabricante brasileira ensina sobre complexidade e indústria

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01.08.2026

Há um dado que costumo repetir quando falo de complexidade econômica: o Brasil é um país que exporta sobretudo natureza — soja, minério, petróleo, carne — e muito pouco conhecimento incorporado em produtos sofisticados. A Embraer é a grande exceção a essa regra. E, nas últimas semanas, essa exceção voltou a brilhar.

A empresa vive um de seus melhores momentos. Em 2021, entregou 141 aeronaves; neste ano, deve chegar perto de 255. No fim de julho, anunciou que sua carteira de pedidos atingiu o recorde de US$ 34,5 bilhões. O mercado percebeu: desde o início de 2021, as ações da companhia subiram cerca de dez vezes, deixando para trás — e por larga margem — os papéis de Airbus e Boeing no mesmo período. Não é pouca coisa para a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, uma empresa que é uma fração do tamanho das duas gigantes do setor.

Ventos de caudaParte do sucesso vem de fatores que fogem ao controle da empresa. Airbus e Boeing acumulam juntas uma carteira de cerca de 16 mil jatos comerciais e enfrentam gargalos de produção que remontam à pandemia. Companhias aéreas hoje esperam de oito a dez anos por um narrow-body das duas líderes. Nesse cenário, o E2 da........

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