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Os laços inquebráveis entre China e América Latina

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09.03.2026

Enquanto forças dos Estados Unidos e de Israel continuam sua guerra contra o Irã, em uma tentativa de remodelar toda a região pela força, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda promove uma agenda colonial semelhante na América Latina. Seu resort Doral, em Miami, sediou a Cúpula Escudo das Américas, para a qual apenas governos conservadores da região foram convidados e cujo objetivo declarado é “expulsar a China” da América Latina — uma tentativa de forçar a região a reduzir o comércio e a cooperação com Pequim, que hoje é o maior parceiro comercial de muitos países latino-americanos. A iniciativa fracassará.

Incapazes de competir com a China em mercados abertos, os Estados Unidos recorrem a táticas coercitivas para manter a dominância sobre uma região apenas pela força bruta. Esquecem que as forças materiais que impulsionam a cooperação entre China e América Latina são muito mais poderosas do que qualquer comunicado de cúpula, e que nenhuma quantidade de ameaças pode reverter o curso da história.

Essa iniciativa ocorre logo após a operação militar dos Estados Unidos para sequestrar o presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, um ato que violou princípios fundamentais do direito internacional e enviou uma mensagem preocupante por todo o hemisfério: renunciem à sua soberania ou enfrentem as consequências.

O caráter coercitivo da campanha de Washington na América Latina — para além da Venezuela — já está plenamente evidente. Nas últimas semanas, o governo Trump impôs restrições de visto a três autoridades do governo chileno, incluindo o ministro dos Transportes e Telecomunicações, devido à análise de Santiago sobre um projeto de cabo submarino de US$ 500 milhões que conectaria o Chile à China. Brandon........

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