Evo de novo
Pouco mais de seis anos se passaram. Então, me vejo por horas em uma carretera, sob chuva constante, em direção ao Trópico. Impossível não lembrar daquele primeiro dia. Lá, no final de 2018, quando descia no aeroporto de El Alto, ao lado de La Paz, a primeira vez em que pisei em solo boliviano.
Desta vez, seguia rumo a Villa Tunari para acompanhar a comemoração dos 30 anos de um movimento político que transformou a realidade da Bolívia, sob a liderança de Evo Morales Ayma, o primeiro indígena a presidir o país, entre 2006 e 2019, quando sofreu um golpe que o retirou do comando da nação.
Durante o caminho, filas imensas de veículos nos postos de combustível chamavam atenção. Remetiam imediatamente àquelas cenas comuns para nós, brasileiros, nos tempos em que os aumentos dos combustíveis eram frequentes. No país andino, contudo, a questão é outra. Há uma crise de abastecimento de gasolina e diesel. A espera se estende por horas, estimulando o mercado paralelo. O que custa 3,70 bolivianos nos postos pode chegar a 15 bolivianos em bancas montadas nas ruas.
Mas assegurar que........
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