A síndrome do eleitor distraído
Augusto Cury é o pai da Síndrome do pensamento acelerado, que identificaria pessoas com hiperatividade mental decorrente do excesso de informação. Cury é psiquiatra, mas colegas dele não localizam nenhuma base científica na sua teoria capaz de transformar um fenômeno do século 21 em algo classificável como síndrome.
Desde antes da internet alguém disse que vivíamos a era da bulimia da informação. As pessoas não conseguem engolir e processar tudo o que consumem com rapidez cada vez maior, mas enfrentam esse sofrimento desde muito antes do final do século 20.
Cury enquadrou a seu modo o que pensadores e especialistas de todas as áreas já abordaram por todos os lados. Há relatos de psiquiatras que recebem pacientes queixando-se da incapacidade de absorver e processar com tudo que estão ouvindo, lendo e vendo.
Eu sofro dessa síndrome da aceleração do doutor Cury, dizem os que chegam apressados aos consultórios, como já contou a psiquiatra Elisa Brietzke em entrevista à TV GGN. Estão tão acelerados que se antecipam ao próprio diagnóstico.
Cury, agora envolvido com a política, poderá se dedicar ao estudo do eleitor distraído, perdido no um terço do que chamam de eleitorado independente ou indeciso. Esse eleitor........
