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A extrema direita não teme a grande imprensa

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04.05.2026

Os ditadores da América Latina temiam o jornalismo das corporações. Temiam até alguns donos de organizações de mídia que começavam apoiando seus golpes, o que era a regra, e depois se dedicavam ao que viria a ser mais atraente: a defesa da democracia como arma para conter a intromissão dos militares em seus negócios e como oportunidade de mercado.

Ser democrata, mesmo que genericamente, era charmoso e lucrativo no final do século 20. Eram os tempos dos direitos humanos, do abaixo a ditadura e a tortura e de todas as ações antitotalitárias. Em algum momento, até os jornalões se consideravam transgressores como desafiadores dos poderosos.

Aconteceu assim no Brasil, na Argentina e em outros países da vizinhança, enquanto a imprensa americana inspirava e denunciava as atrocidades das guerras deles. Jornais que apoiaram ditadores quando da tomada do poder acabavam sendo absorvidos pelas mobilizações pró-democracia.

Assim os donos dos jornais foram empurrados, no exemplo clássico brasileiro, para o movimento das Diretas........

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