A minha viagem a Frankfurt
Quando, em 1986, me transferi — através de concurso público — da UFCG para a UFPE, dei uma entrevista ao Jornal do Comércio, dizendo que estava transitando de uma teoria da revolução para uma teoria crítica da cultura, no capitalismo tardio. Ou seja, estava chegando à Escola de Frankfurt e seus filósofos. Essa mudança estratégica me colocava no centro das questões da crise da modernidade ocidental e de um repertório de conceitos que me permitia fazer uma análise crítica da cultura, pensada esta como forma de dominação social. Veio daí o conceito de indústria cultural, alienação, simulacro e outros tantos. Foi nesse meio que descobri o legado multifacetado do filósofo Walter Benjamin e sua visão profundamente crítica da modernidade. Foi sob........
