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A nova política habitacional do governo Tarcísio

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09.03.2026

A tragédia social que chocou São Paulo na Comunidade do Moinho não terminou ali. Ela está sendo replicada. Se antes o epicentro era o Centro da capital, agora o roteiro se desloca para a Zona Leste, mais precisamente para a Penha.

O novo alvo é a comunidade conhecida como Kampala, ocupada há cerca de 10 anos e onde vivem cerca de 2 mil famílias. O que se vê é a repetição de um método: acordos individualizados, demolições imediatas e a transformação acelerada do território em um cenário de esvaziamento forçado, que mais se assemelha aos escombros de uma guerra.

No Moinho, as remoções conduzidas pela CDHU, sob as ordens do governo Tarcísio de Freitas, já haviam sido alvo de denúncias de pressão psicológica, insegurança jurídica e ausência de alternativas habitacionais definitivas.

Agora, na Penha, moradores relatam a mesma dinâmica. A cada casa derrubada, a paisagem muda. Ruas antes ocupadas por crianças, comércio e redes de solidariedade agora exibem escombros, poeira e incerteza.

O Kampala não é um vazio urbano. É um território consolidado, com vínculos........

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